sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Saudade desafiadora...

Minha princesa


Olá...
Após tanto tempo, consegui recuperar a minha conta do blog. Problemas do google.

Poderei retornar aqui, para conversarmos, partilharmos mais...

A saudade, sim, continua muito apertada. Igualzinha. Desafiadora: Desafia A DOR.
Não é uma queixa, mas sim uma CONSTATAÇÃO.
De tua falta na minha vida. E que cada dia é um desafio.
Te amo, minha filha.

sábado, 20 de outubro de 2012

Não pergunte, não diga






NÃO PERGUNTE, NÃO DIGA 

Por favor não me pergunte se eu já superei.

Por favor não me diga que ela está em um lugar melhor (eu a queria aqui!) .

Por favor não diga que ela não está sofrendo mais neste mundo (você gostaria que o seu estivesse longe de suas vistas?)

Por favor não me pergunte se EU estou melhor. Não estou. Eu nunca fico melhor.

Por favor não me diga que se fosse eu estaria morta. Você não sabe meu esforço para sobreviver e não ama mais seu filho que amo minha filha.

Por favor não me diga que no meu lugar não aguentaria. Eu não tive escolha e felizmente para você não está no meu lugar.  E quem te disse que eu aguento?

Por favor não diga que Deus não dá um ardo maior que nós podemos carregar.

Por favor diga, mencione, lembre o nome da minha amada.

Por favor seja paciente quando eu estiver triste.

Por favor quando perguntar como eu estou, não faça comentários tolos,  quando eu disser que "estou indo", porque não consigo pronunciar que estou bem. Se não sabe o que dizer, cale-se. E se perceber que eu não quero falar sobre minha dor com você, não insista. Você não sabe o buraco da minha alma. O buraco da minha dor não é sua curiosidade. 

Eu NUNCA superarei isto.

Ela não está aqui comigo!

Luto é uma dor para sempre!!


E por  favor  simplesmente, ME DEIXE CHORAR. 

Do site Grieving Mothers  (Mães em luto)

sábado, 29 de setembro de 2012

Faça-me acreditar!




Jesus, o Senhor disse para contar contigo. Pois te peço neste momento:

"Eu preciso acreditar que eu verei minha filha novamente. Eu preciso acreditar que o céu é real.   Eu preciso acreditar que as promessas de Deus são verdadeiras."

Preciso acreditar para viver mais um dia que o senhor me deixa neste mundo, até reencontrá-la.

domingo, 16 de setembro de 2012

A dor que tortura mais que ferro em fogo


Uma sensação que está dentro do teu peito, e te consome. E você não tem para onde escapar. Você quer fugir, gritar, correr. Mas não pode fugir. Não pode, porque você é o invólucro dessa dor. O ferro, te toca, te arrebenta, te queima. Mas é a você. E é a tua superfície. E sai. Mas essa outra dor, é pior. Porque ela vai dilacerando, corroendo por dentro, cons
tante. Se você acorda, ela está lá. Se dorme, ela continua apenas disfarçada no teu peito, espreitando o momento de reaparecer. Tal dor é como um corvo que vai te comendo as entranhas por dentro. Fica todos os dias pousado em ti com as asas negras...e não te dá conforto, nem alívio. As entranhas que ele devora são da tua alma. As asas negras que ele possui são as da saudade. Não existe saudade "gostosa" da filha ou filho amado. Existe saudade rasgada, cruel, dilacerada. E por mais que você procure a pomba da paz, o corvo te faz doer o peito, trazer teu choro compulsivo, a falta, a dor que por vezes parece tão terrena e sem esperança. Você corre e quer olhar para o alto, para as asas iluminadas da esperança. Mas você continua com os pés te prendendo neste mundo e não pode fugir dele. Desde que você soube da derradeira notícia, teu mundo acabou. O primeiro momento que saiu à rua e viu as pessoas andando em seus afazeres diários, os carros passando, tudo continuando (foi isso que senti ao me levarem do hospital), perguntamo-nos: "O mundo continua...sem minha filha. Deu vontade de abrir as janelas do carro e gritar: Parem, parem, minha filha não está mais aqui, acabou tudo!!" E essa sensação...de certa forma, ainda permanece...o mundo "continua..." e você sente que não está certo a ausência do seu maior amor aqui...ao mesmo tempo que não consegue aceitar não poder ter ido no lugar dela ou dele...

domingo, 22 de julho de 2012

Retorno

Olá.
Finalmente consegui retomar a posse do meu blog, não foi problema de hackers ou coisa assim; foi uma grande falha na administração do Google. Finalmente, poderei escrever aqui de novo. Os seguidores ainda não estão aparecendo, mas verei isso...
Fiquem com Deus.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Problema temporário no blog!

Oi amigos e amigas,
Com as recentes mudanças do Google tenho enfrentado problemas com meu blog que tem me deixado até chateada e irritada,  porque este cantinho é muito, muito especial para mim! As fotos de vocês que me seguem não estão aparecendo mas vocês continuam na minha lista de seguidores, da noite para o dia sumiram as fotos escrevi para o fórum me ensinaram várias coisas, instalei isso desinstalei aquilo, o pessoal até foi legal mas nada deu certo por enquanto .
Devido a isso, resolvi ficar no momento com o modelo simples porque levei um susto agora, tentando arrumar quase perdi conteúdo. Bem, não está como eu queria porque é o blog onde desabafo sobre minha sobrevivência, minha vida (que é minha filha), e gosto de organizá-lo do meu jeito. Continuarei postando mesmo assim.
Por enquanto, TAMBÉM NÃO ESTÁ DANDO PARA SE INSCREVER, MAS ADICIONE AOS FAVORITOS E VOLTE A ME VISITAR E ESPERO QUE LOGO TUDO ESTEJA RESOLVIDO.
Abraços,
Patricia mãe da Carol

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A nossa dor única


Estamos no chão. Sofrendo a pior das perdas. Como já li das palavras de um certo “psicólogo”, o Brasil não tem informação sobre a morte e o luto porque somos um país “alegre.” Ou seja, é como se nós mães brasileiras sofrêssemos menos? Não! Absurdo!
A falha começa na cultura da ilusão. Da ilusão que tudo é bom, belo e “pode ser superado.” Para quem nunca teve uma tragédia tão grande na vida, uma mãe enlutada realmente incomoda os mais ignorantes. Por causa do “pão e circo.” Sabem de onde vem este têrmo “pão e circo”? Vem das festas dos imperadores de Roma oferecidas ao povo dominado. A qualquer sinal de movimentação, “inteligência”, “idéias esclarecedoras” (como Jesus as tinha); a solução encontrada por eles (que podemos comparar com os políticos atuais) era promover “festivais.” E sangrentos. Homens jovens arrancados de sua família para se tornarem escravos, e eram atirados na arena para o povo deliciar-se ao vê-lo sendo devorado pelos leões. Gladiadores onde ou era a vida ou a morte. Enquanto isso, como foi bem retratado nos filmes hollywoodianos, eles, o imperadores sanguinários, eram aplaudidos pela platéia ávida pela desgraça alheia, após saudados, faziam sinal para abrirem os portões do horror. No entanto, ninguém ali naquele público pensou que poderia estar naquela arena, sendo devorado pela fera.
Nós somos devoradas pela fera da dor. Provocamos curiosidade. Medo (porque alguns podem achar que somos contagiosas), e nossa tristeza incomoda. Logo a sociedade exija que nos reergamos, “Supere! Reaja!”, pois pense no seu pior problema até hoje. Com certeza não, não chega nem perto disso. Universidades americanas já compararam o stress da mãe ao saber que perdeu um filho com o mesmo grau  de pessoas sob grandes tragédias (publiquei a matéria aqui no blog, só pesquisar “grau de stress”), como os que são acometidos por tsunamis, furacões, enchentes.
NUNCA MINIMIZE A DOR DE UMA MÃE, PENSANDO QUE A ESTÁ CONSOLANDO. Falo muito isso aqui, mas acho importante frisar e destacar SEMPRE. Minimizar nossa dor é como minimizar a importância de nossos filhos.
Só pense: “E se fosse comigo?”, no instante que você sentir essa empatia, que Deus te livre disso, você vai se identificar com essa mulher que o coração está estraçalhado. Não queremos pena, mas respeito. Aliás, “pena” ainda é sinal de que você é um pouco humano. Assuste-se se você trepudiar em cima dessa dor, com comentários como: “Mas se você fizesse isso…ou aquilo…ele ou ela poderia ter sido salvo?”, “ Ele  (ou ela) se estivesse em tal lugar aquela hora esse crime não teria acontecido…”, “ Ele vai ser condenado para sempre (para aquela mãezinha que o filho se suicidou).” Condenado para sempre? Não, Deus é misericordioso. Ou então não teria enviado Jesus a este mundo tão inferior para provar isso. Soube de uma mãe que parou de frequentar a igreja de tanto ouvir isso. Logo quando as mães mais precisam de conforto espiritual.
Enfim, cada mãezinha tem sua terrível dor, dor essa que só quem sente pode saber o que é sobreviver a ela.   RESPEITO. (Patricia Gimenes)

Minha amiga Cassia Cohen, mãe do anjo Oliver, iniciou para o Brasil um projeto que existe nos Estados Unidos e faz muita falta aqui: uma revista eletrônica para as mães que devolveram suas jóias a Deus.  Porque se mal conseguimos viver, imagine ter autoestima. E temos muito mais em mente. Façam parte, mesmo que por solidariedade, para ajudar as mães a saírem das sombras. No jornal, para cada morte friamente anunciada, há uma mãe em desespero velando seu filho. 

domingo, 15 de abril de 2012

Eu penso em você o tempo todo, meu amor








Desde que você foi morar com Deus, eu tenho medo de ficar aqui neste mundo sem você. Eu que me sinto órfã, desprotegida. Eu sinto falta de cuidar de você, meu amor. Eu não aguento conselhos de quem não sabe o que se passa dentro da minha alma e está feliz com sua pacata vida. Eu escuto minhas amigas que compreendem o que é essa dor tão profunda que não dá para dizer em palavras. 

Você que nunca perdeu um filho e tenta consolar uma mãe: basta abraçar e dizer que está por perto. Não tente usar de suas palavras, você nunca imaginará o poço profundo de dor e pavor da vida por enfrentar que está dentro dela.
.
Não diga que ela "é forte" e "você não sabe se aguentaria." Você não está a encorajando. Você a está HUMILHANDO. Porque você está desprezando o amor dela como mãe. Ela não aguenta. Ela se arrasta pela vida. Ela suporta. Seu mundo agora tem um buraco que nunca mais será o mesmo. E lembre-se: você não morreria. Você andaria arrastando correntes como ela. Por amor ao filho ela continua. Porque ela tem medo de não reencontrá-lo. Tem medo de perder a última chance. Por isso, NÃO DIGA ISSO A ELA. NÃO DIGA QUE NÃO AGUENTARIA. NÓS NÃO AGUENTAMOS. NÓS VIVEMOS NO CAOS E NÃO TEMOS ESCOLHA.

sábado, 3 de março de 2012

Quase o reencontro...





Minhas amigas...eu não sabia se ia contar, mas como divido com vocês tantos desabafos, tantas dores, eu vou....fui parar no hospital...quase morri...se não fosse meu irmão...a sensação de estar indo era tão boa...mas me fizeram voltar. Passei a tarde no hospital, ao chegar lá, ainda não conseguia caminhar, mas meu corpo estava entregue, não podia me mexer. Agora estou mais estável, mas quando senti que o ar me faltava e já estava desmaiando, não conseguia respirar, e tive a impressão que ia embora, eu senti um alívio que nunca tinha sentido desde que minha filha se foi...eu só ouvia minha mãezinha gritar e ainda consegui dizer, mãe não chore, eu to feliz, "ah minha filha", só pensava nela, e com o pouco de força ainda agradecia meus pais e dizia que amava meu sobrinho, meu irmão fez os procedimentos para eu recobrar, massagem cardíaca, tudo...ele conseguiu me fazer voltar a respirar, e foi me carregando porque não conseguia me mexer...tudo começou de um choro compulsivo desses frequentes de saudade, desesperador, mas de repente meu ar começou a faltar...daí só fui ter consciência quando tava no carro...passei a tarde no hospital, depois me liberaram... eu perguntei porque eles não me deixaram morrer!...tadinha da minha mãe...depois eu vi o sofrimento dela...enquanto eu estava anestesiada e faziam exames em mim, ela disse que abriu a janela e falou, filha, dá um sinal pra vó, que você também tá cuidando da mãe: e ela viu dois pássaros lindos passarem no céu...mas eu senti que estava indo embora, naquele momento, eu senti que ia começar a voar...foram segundos de alívio... 
  
A dor no peito continua, muito forte...os médicos disseram que apesar de eu ter um pequeno sopro no coração (isso eu já sabia faz tempo) mas o coração voltou à atividade normal. Avisaram que eu deveria ir a um médico ver o que fazer se isso acontecer de novo...também nasci com outro defeito de fábrica...uma alteraçãozinha no pulmão direito...e com todo o stress que eu vivo... só sei que para variar eu não queria dormir, então o enfermeiro teve que me convencer e teve que me dar uma daquelas injeções de sedativos...

Cheguei em casa, me senti realmente doente do físico e da alma. A certa altura, precisava de mais uma palavra de conforto. Então, abri um dos meus livros, que ganhei de uma mãezinha com a mesma dor que eu, bem nessa página:

"QUERIDA MAMÃE"

Quando questionar sobre o sentido 
   da vida e do amor
Saiba que estou com você,
Feche os olhos e sinta meu beijo
Na brisa leve que toca seu rosto.

Quando começar a duvidar de que me verá de novo
Aquiete sua mente e me ouça,
Eu sou o murmúrio que vem do céu
Falando de seu amor.

Quando perder sua identidade
Quando se perguntar quem é e para onde vai,
Abra seu coração e me verá.
Eu sou o piscar das estrelas sorrindo para você,
Iluminando o caminho para sua jornada.

Quando acordar a cada manhã
Saiba que estou com você  
Enchendo suas  noites com meus pensamentos.

(do livro de James Van Praagh - A Força da Vida)

O amor de mãe e filhos é algo realmente imenso. Minha mãe ficou sentada no quarto a tarde toda. Ela dizia que eu falava: "Mãe, você está aí?", ela pegava na minha mão e respondia, "Estou filha, descansa", e eu voltava a dormir. Ela disse que eu fiz isso umas três vezes. É isso que sentimos pelos nossos filhos. E não poder proteger a minha filha me dói tanto...por isso eu peço a Mãe das Mães...Nossa Senhora, cuida dela para mim... 
  

  

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Carta aberta da realidade





Diagnóstico: luto patológico. Depressão. Síndrome do pânico. Estresse pós-traumático. Transtorno de ansiedade.Desinteresse pelas atividades cotidianas, que quando realizadas, são feitas mecanicamente, sem significado. Todas as tentativas de tratamento ambulatoriais falharam até o momento. Desinteresse pela vida. Ideações suicidas.

Medicação: Fluoxetina. Bupropiona (anti=depressivos), ansitec e clonazepam (ansiedade e pânico), Topiramato e lamitor (estabilizadores) e dormonid.

Se eu não tomar esses remédios,eu não sobrevivo. E quando alguma de vocês que não está no meu lugar pergunta como eu aguento ou como eu não morro, dou a resposta da Lucinha de Araújo: "E QUEM DISSE QUE EU AGUENTO? VOCÊ IMAGINA? NÃO, VOCÊ NÃO IMAGINA."

E antes que alguém se arvore em dizer para não tomar mais remédios...diga a um diabético para que não faça o mesmo. Não estamos mais nos anos 60 e como podem testemunhar pela minha escrita, eles não tiram um 1 mm da minha lógica. Fazem com que  tome banho, coma, me vista e ande. Mas não tiram nadada minha dor nem da minha saudade, nem me fazem ter ânimo. Sim,esta é a minha realidade agora. Para quem me vê e não sabe.
P.S: Bom dia. 6:50 da manhã. Remédios dão também os efeitos colaterais, e acordo, e durmo, desreguladamente.
Não. Eu sei que minha filha não gostaria disso. Reagir? Você não está com a minha dor, amigo. E que nunca esteja com ela. Imagine a pior coisa do mundo para você. Se fosse para trocar pela vida do seu filho, uma mãe de verdade imploraria isso a Deus.


Para  ajudar a quem precise (http://psicosite.com.br)


Como escolher um psiquiatra?

Isso não é fácil e não pretendemos aqui fornecer uma fórmula mágica, mas algumas dicas podem te ajudar bastante.

O psiquiatra ideal

  1. Deve estar pessoalmente interessado na resolução do seu problema.
  2. Tem que ter bons conhecimentos técnicos e estar atualizado.
  3. Atender calmamente como pelo menos 30 minutos na primeira consulta.
  4. Olhar nos olhos do seu paciente.
  5. Estar informado a respeito das condições clínicas e pessoais de seus pacientes asssim como dos acontedimentos relevantes como condições familiares, financeiras, ideais de vida, relações afetivas, problemas das pessoas próximas como uso de drogas na familia.
  6. Ser gentil e educado.
  7. Não atrasar o horário de atendimento.
  8. Preço da consulta entre R$ 100,00 e R$ 200,00. (grandes centros urbanos)
  9. Ser acessível por telefone fora dos horários de atendimento, sem contudo permitir abusos por parte dos pacientes pois isso seria ruim para eles mesmos.
Não é nenhum absurdo exigir tudo isso de seu psiquiatra, mas se não for possível, pelo menos as 5 primeiras não devem faltar.

Como encontrar um psiquiatra assim?

Os principais meios de se chegar a um psiquiatra são:
  1. Através de outro médico.
  2. Através de um psicólogo.
  3. Através do plano de saúde.
  4. Através de um conhecido/parente
  5. Através de propagandas em jornais, internet, listas telefônicas

Esses meios de se encontrar um psiquiatra são confiáveis?

São equivalentes, geralmente existe uma tranquilidade maior quando o psiquiatra é recomendado por alguém de confiança, principalmente um outro profissional, mas isso não necessariamente garante a competência do psiquiatra indicado. Há vários motivos que levam a uma indicação,
Os indicativos abaixo identificam um bom psiquiatra?
  • Consultório cheio / difícil de marcar hora.
  • Tílulos como professor universitário, diretor de hospital, presidente de associações, etc.
  • Badalado nos meios de comunicação.
  • Trabalhar em Hospitais.
Nenhuma dessas condições garante a competência como psiquiatra para tratar do seu caso, pode aferir competência como diretor, proferssor ou presidente, mas também não é nenhum demérito ter esses títulos. O consultório cheio para um profissional com décadas de carreira mostra que ele se dedica a isso, se não for uma pessoa famosa certamente o retorno é feito através dos próprios paciente que estão retornando o que é bom sinal. Se o consultório está cheio porque ele é badalado nos meios de comunicação então nada se pode afirmar uma vez que a população brasileira acredita que tudo que aparece nos jormais ou TV é verdade. Trabalhar em hospítais é sempre um ponto positivo, mas não trabalhar não é ponto negativo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fundo do poço


" O amor de uma mãe por seu filho ou filha é o mais duradouro e longo tipo de amor que ela pode per neste mundo inteiro, e não há nada neste mundo que possa se  comparar."





NO FUNDO DO POÇO DA DOR. NO FUNDO DO POÇO DA SAUDADE.

Madrugada, sentada na cozinha, chorando.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Breves vidas que têm sentido







"Há pessoas que numa vida de 15 anos ou menos realizam o que pessoas de 80 anos não conseguiram fazer." "


Não sei... Se a vida é curta 
Ou longa demais pra nós, 
Mas sei que nada do que vivemos 
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. 


Muitas vezes basta ser: 
Braço que envolve, 
Palavra que conforta, 
Silêncio que respeita, 
Alegria que contagia, 


E isso não é coisa de outro mundo, 
É o que dá sentido à vida. 
É o que faz com que ela 
Não seja nem curta, 
Nem longa demais, 
Mas que seja intensa, 
Verdadeira, pura... enquanto durar "


(Cora Coralina)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Senhor, venha comigo...





"Senhor, não te peço que me encurtes o caminho…
mas venha comigo, conversando."

De: A Nossa Âncora (Apoio aos Pais Em Luto)




Na verdade, muitas vezes eu pedi e peço a Ele que me encurte o caminho.Os dias são dolorosos demais. Cada dia é "menos um dia." Será que nunca ninguém pensou que a infelicidade de uma mãe em luto é tão grande, que a vontade dela é estar próxima da morte, na esperança de rever sua jóia devolvida a Deus? Leio e cerco-me de frases assim, tentando não pedindo a Deus para partir, porque se para Ele isso é errado, não quero ficar mais tempo longe dela pagando por erros...




  

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Meu anjo voou para tão longe...



Para nós, mães na dor, que vimos nossas filhas e filhos partirem antes de nós, a maior tristeza de uma mãe, e as pessoas que nos cercam poderem nos entender melhor. Muito verdadeiro e forte.

EU PERDI MINHA FILHA HOJE

"Eu perdi minha filha hoje. As pessoas vieram sofrer e chorar,
e eu simplesmente sentei e encarei tudo, estava atônita, sem acreditar naquilo que estava acontecendo.
Eles procuravam palavras para dizer, tentar e fazer minha dor ir embora.
Eu caminhava, sem acreditar.Eu perdi minha filha hoje.

Eu perdi minha filha mês passado.
Algumas pessoas ligam, e algumas permanecem.
Eu quero acordar disto, não pode ser real, eu quero gritar.
Tudo está ainda trancado aqui dentro. Deus me ajude, eu quero morrer.
Eu perdi minha filha mês passado.

Eu perdi minha filha ano passado.
Agora as pessoas que ainda vinham, se foram.
Eu sento e luto o dia todo, para suportar a dor profunda aqui dentro de mim.
E agora me perguntam o porquê. 'Por quê? Por que essa mãe não segue adiante? Simplesmente fica repetindo a mesma velha dor, o mesmo antigo lamento!`
Eu perdi minha filha ano passado.

Eu perdi minha filha há dois anos. Poderá fazer mais, não importa.
O tempo não muda para mim.
O estado de incredulidade, de esperar que fosse tudo uma mentira da vida, essa ilusão que ainda tinha, infelizmente desapareceu.
Meus olhos derramam, todos os dias (sim, todos!!) muitas lágrimas.
Eu percebo o jeito que você olha:
"Você deve seguir, não tem mais jeito ." - que palavras duuras para uma mãe - "não tem mais jeito!" Não doeria em você?
Sim, eu estou aqui, parada no tempo, e o meu sentimento é o mesmo:
"Eu perdi a minha filha...hoje!"
Conteúdo da página do Facebook: "Grieving Mothers" 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

*O pior dia da minha vida* (Bruno Gouveia, do Biquini Cavadão)


25/06/2011

'O PIOR DIA DE MINHA VIDA', DIZ CANTOR SOBRE PERDA DO FILHO

Queria começar agradecendo a todos pela solidariedade, pelas mensagens de carinho, força, amor, fé, esperança por dias melhores. Em especial, meus familiares e toda equipe de minha banda, o Biquini Cavadão. Meu irmão Fábio e meu amigo Antônio Bindi conseguiram me isolar enquanto eu estava nos Estados Unidos para compor músicas pro novo disco. Sem celular e acesso a internet, não soube do ocorrido. Tinha acabado de chegar de Los Angeles em Nova Iorque. Eu e Coelho pegamos vôos diferentes e nos encontramos no aeroporto.

Era para ficarmos três dias na cidade compondo com uma artista neozelandeza. Entretanto, ao encontrar meu guitarrista ele me avisou que tínhamos de voltar para “fazer um show muito importante”. Era cedo em Nova Iorque e passamos o nosso único dia na cidade perambulando pelas ruas até a hora de voltar para o aeroporto. Foi fundamental o seu cuidado comigo, me isolando de possíveis brasileiros que pudessem me dar a trágica notícia. Até no aeroporto, ele conseguiu que eu ficasse em uma sala VIP sem que eu desconfiasse de nada. Ao mesmo tempo, minha namorada Izabella me ocupava o tempo todo, distraindo-me com intermináveis ligações. Ela, cantora da banda Menina do Céu, enviou uma substituta para seus shows e ficou falando sem parar comigo, me distraindo carinhosamente. Por vezes, eu dizia que estava cansado de falar e queria aproveitar a cidade. Ela então enviava mensagens de texto para Coelho: “Ele cansou, agora, segure as pontas!”. E assim, longas horas se passaram até que o avião finalmente decolasse com destino ao Rio.

Ao chegar, fui recepcionado por uma delegação que cuidou de acelerar os tramites com imigração e alfândega (agradeço ao Governador Sergio Cabral por todo este cuidado). Nem assim, desconfiei. Pensava apenas “Nossa, este show deve ser importante mesmo!”. Para evitar sair pela porta principal, onde jornalistas nos aguardavam, me fizeram passar por trás, saindo pelo desembarque doméstico, onde fui recebido pelo meu produtor. Ele me recebeu correndo e me disse para entrar numa sala. Achei que, pela pressa toda em me retirar do local, eu devesse entrar num taxi ou ônibus para o local do show. Ouvi apenas, você tem que dar uma entrevista para a TV Globo. E foi então que notei, ao entrar na sala, que não havia show algum para ser feito, muito menos entrevista.

O primeiro que vi foi Miguel, tecladista do Biquini, mas logo estranhei a presença de Izabella. Numa rápida passada de olhos, notei que meus familiares estavam ali. Todos, menos meu pai.

- Eu já sei porque estou aqui. – tentei adivinhar
- Você sabe? – perguntou minha mãe, chorando
- Bruno, sente-se por favor – pedia meu irmão
- Meu pai….. – balbuciei
- Ele está bem, Bruno, seu pai está bem. – alguém que não me lembro, me avisou

Meu irmão insistiu para que eu sentasse enquanto começava a me dizer que uma imensa tragédia havia se abatido sobre nós.

- Gabriel ? – temi acertar.

Então, meu irmão respirou fundo e me contou que Gabriel e a minha ex-mulher Fernanda haviam morrido num desastre de helicóptero em Trancoso. A irmã de Fernanda, Jordana, e seu filho Lucas, também pereceram. Me contou tudo que houve, que Fernanda ainda chegou com vida à praia mas faleceu no hospital.

- Eu não estou ouvindo isso – repetia
E os detalhes eram falados como um esparadrapo arrancado da pele: rapidamente e com muita dor.
- Meu anjinho…. – eu só conseguia dizer isso

E neste momento, Miguel, Birita, minha mãe, Izabella, todos me abraçaram e choraram muito. Eu continuava com os olhos arregalados em total choque. Magal, baixista, não parava de soluçar. Minha tia avó estava inconsolável. Cada um ali sofria minha dor que estava apenas começando.

Com a fala ofegante, eu recusei os remédios, queria ter consciência dos meus atos, e apenas pedi: por favor, me levem a eles. Uma van nos esperava e fomos direto ao Cemitério São João Baptista. Fernanda e Gabriel seriam sepultados juntos no jazigo da minha família.

Permaneci em total estado de choque. Pessoas me cumprimentavam. Colegas de estrada, amigos de longa data, diversos parentes. Minha prima Regina Casé me consolava, mas não era capaz de assimilar o que ela dizia. Sheik, da primeira formação da banda, com quem não falava há muitos anos, se reencontrou comigo. Jornalistas, músicos, primos que vieram de outras cidades, além da sofrida família de minha ex-mulher velavam os dois caixões. Não podia abri-los. No topo, apenas as fotos dos dois. O dia estava bonito e tudo parecia uma cidade cenográfica. Eu certamente acordaria deste sonho, acreditava. Em vão. A coroa de flores do Biquini dizia “Hang on, Be Strong”. Que ironia! Eram os versos de uma música em inglês que fizemos com a cantora Beth Hart em Los Angeles que diziam

Hang on, be strong/ sometimes life can slip away/
Segure firme, seja forte / Às vezes, a vida pode te escapar

Sem saber, havia composto nesta viagem a letra da música para me amparar!

Gabriel viveu 2 anos e dez meses. Tive a felicidade e honra de ser mais que um pai. Eu me apelidava de “pãe”. Logo que ele nasceu, pedi à mãe que, uma vez que a amamentação era um privilégio dela, que o banho dele fosse o meu. E todos os dias eu o banhava, trocava suas fraldas, ninava e o colocava para dormir. Viajava muito mas, em seguida, pegava o primeiro voo para vê-lo acordar e poder passear na pracinha. Eu era o único homem em meio a tantas mães e babás. Tive noites mal dormidas, traduzi-lhe com beijos o que diziam as palavras. Igualmente era o único pai nas aulas de natação para bebês. Participei de cada momento de sua vida com um mergulho intenso e de cabeça.

Fernanda foi minha mulher e companheira por dez anos, convivendo numa querida família. Em 2007, decidimos ter nosso filho e ele nasceu no dia dos pais – o maior presente que poderia receber. Por sorte ou coincidência, não tive show no dia e pude vê-lo nascer. Infelizmente, nosso relacionamento passou por crises que culminaram com nosso afastamento como casal. Divórcios sempre são estressantes mas acreditava que o tempo curaria as feridas e seríamos bons amigos.

Nós dois éramos muito ligados ao Gabriel e eu era um pai coruja que beirava o chato. Meu único assunto era ele. Os fãs se deliciavam, enquanto eu mostrava fotos mais recentes. Também fiz vários videoclipes e, junto com minha ex-mulher, postamos tudo no bloghttp://mimevoce.blogspot.com contando desde a gestação, passando pelo nascimento e por todos os detalhes do seu dia a dia.



Perdi duas pessoas que marcaram minha vida. E quando o padre perguntou no velório se alguém queria dizer algo, eu levantei o braço. Tirei todas as forças de dentro de mim e cantei:

Tudo que viceja, também pode agonizar… e perder seu brilho em poucas semanas…

E não podemos evitar que a vida / trabalhe com o seu relógio invisível/ tirando o tempo de tudo que é perecivel

Entre soluços e lágrimas, muitos presentes me acompanharam ao som de Impossível, sucesso do Biquini Cavadão.

O detalhe é que cantei “é impossível esquecer vocês”

Ao enterra-los, veio então a difícil tarefa de voltar pra casa e ver seus brinquedos, roupas, abrir a mala e ver tudo que comprei para ele. A palavra para definir o sentimento desde então é DOR. Não uma dor latente, insistente ou aguda. É uma dor que te assalta, te maltrata e te exaspera.

Continuava chorando pouco. Só dizia para todos: “O que está acontecendo comigo? Dediquei minha vida a alegrar as pessoas, por que motivo agora tiram de mim a maior alegria de minha vida”? Incapaz de desabafar, decidi provocar o meu choro. Vi vários vídeos de meu filho, um após o outro, até que veio o grito, a dor, como uma erupção vulcânica. Urros ensurdecedores. Os vizinhos batiam à porta perguntando o que fazer para me consolar. Minha mãe em prantos, Izabella me confortando sem parar. Foi horrível, mas me senti aliviado ao conseguir. Outros descarregos deste tipo vieram ao longo da semana.

Tenho dois shows neste sábado e domingo. Depois de muito pensar, decidi fazê-los. Chamei meu amigo Marcelo Hayena, do Uns e Outros. Ele estará por perto, caso me falte a voz. Ainda assim, estou confiante em cantá-lo até o fim. O motivo é simples. Meu filho nunca viu um show meu, por ser muito pequeno. Agora, ele tem cadeira cativa. E quero fazer para o meu Gabriel, o show mais lindo do mundo. E assim serão todos que eu puder fazer pro resto de minha vida!

Obrigado a todos pela força. Não consegui ler nem metade dos recados, mas deixo aqui o meu muito obrigado emocionado e meu consolo a todos que pereceram no desastre, em especial minha querida Jordana e meu sobrinho Luquinha.

Foi o pior dia de minha vida, mas cada reza, energia, força, recado, me amparou muito. Ainda sofro mas, de agora em diante, terei de viver um dia de cada vez.

Beijem seus filhos com carinho e fiquem com Deus.
Vocalista do grupo Biquini Cavadão
*  *  *

Esta é a íntegra de uma carta aos fãs, amigos e familiares no site oficial da banda comentando sobre o acidente de helicóptero que causou a morte de sete pessoas, entre elas a de seu filho, Gabriel Kfuri, e de sua ex-mulher, Fernanda Kfuri. No texto, o músico conta que estava nos Estados Unidos e que um esquema foi armado por pessoas próximas para garantir que ele recebesse a notícia apenas quando chegasse ao Brasil.