terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quando a saudade não cabe no peito, transborda pelos olhos...


Lágrimas são dádivas de Deus
Hoje meu dia começou doloroso, como todos os outros vem sendo. Acordei de manhã, como sempre, sem saber se o que vivo é verdade ou um pesadelo. Leva algum tempo para eu compreender que é realidade. Não vou enganar ninguém dizendo que a dor diminui. No que toca à mim, e à muitas mães que padecem do mesmo sentimento, a dor aumenta, porque a saudade também cresce, e a vontade de ver cada vez mais.
Está perto de completar um ano que minha filha partiu do mundo físico, e eu sinto como se fosse ontem. Foi no dia 1º de outubro. Ela faria 15 anos, em 2009, dia 22 do mesmo mês. Ia ganhar o que tanto sonhava, um cachorrinho, o qual prometeu cuidar, levar para passear, enfim, ser responsável por ele. Estava muito ansiosa para este aniversário. Carol não queria festa, acredito eu porque ela já era uma festa. Quando vi o recado do namorado no orkut dela do dia 22, dizendo:"Carol, como eu queria que você estivesse aqui, eu queria te comprar um presente e não gastar dinheiro com besteira.", senti aquela pontada forte no coração, mais uma vez. Porque na minha visão de mãe era para a minha moça de 15 anos estar comemorando com a família, o namoradinho, amigos...e ela tinha tantos amigos. Minha mãe lhe dizia:"Filha, ninguém tem tantos amigos assim", ao que ela respondia: "Eu tenho, vó." Com toda a segurança. E foi o que aconteceu naquela noite dolorosa de velório, filas e filas de jovens, muitos ainda com mochilas nas costas, vindo direto do colégio. Choro, tristeza, e a dor verdadeira daqueles meninos e meninas, sem acreditar que a amiga, cheia de vida como eles, tinha ido morar em um outro lugar.

Paulinha, uma das queridas amigas, gritava para ela abrir os olhos, inconformada. "Não vai abrir mais.", disse o pai de Carol, Cézar. Ainda assim ela escreveu como se fosse para Carol no blog, que parecia mais uma brincadeira dela (Carol era muito brincalhona, irreverente), e que ela ia sentar e dizer:"Calma gente, peguei vocês!É tudo brincadeira!" Mas não era.

Lá estava minha filha, como disse minha mãe, linda e deitada, sem nenhuma maquiagem, pois foi pedido que não pusesse nada no rosto dela, os cílios longos, a pele clara, os cabelos emoldurando o rosto, compridos, em volta daquele semblante juvenil, que parecia dormir. As bochechas, surpreendentemente rosadas, assim como os lábios, mesmo sem um pingo de pintura, o que nos deixava  atordados...havia vida ali, por mais contraditório que possa parecer. Por isso, minha mãe a chamou de "Branca de Neve", porque assim ela parecia. Beijei-lhe muito o rosto e as mãos, quando minhas lágrimas caíam no rosto dela eu tinha impressão que ia lhe dar vida novamente, esperava um milagre até aquele momento, que Jesus a ressuscitasse. As velas queimando em volta eram partículas de sua luz, a presença dela tomava conta dali de uma forma vívida, o que me fazia pensar que minha filha apenas dormia e tinha dificuldades de acordar. Eu no desespero comecei  tirar os enfeites sobre o corpo dela, querendo tocar-lhe os pés, as pernas, minha menina, até que alguém me fez parar.
Minha mãe escolheu a roupa favorita dela, a que ela mais usava para sair, rir, ir ao shopping como quase toda adolescente, namorar.

Minha filha não acordou. Quando cheguei em casa no terrível dia seguinte, dopada, os enfermeiros haviam e aplicado injeção nas veias no dia anterior, quando soube da notícia no hospital e gritava e me debatia, e tiveram que me deitar forçadamente numa maca; e nem assim eu relaxava, tomei uns calmantes que colocaram na minha boca, e ali ficava, estática, repetindo:"O que vai ser de mim? Não tenho mais nada, minha vida perdeu o sentido." Eu não queria acreditar! Aquilo tudo só poderia ser absurdo, mentira! Eu queria tirar minha filha dali e levá-la para casa. Eu não podia. Como dizia, ao chegar em minha casa, vi os tênis dela All Star no chão e a revista Capricho aberta em cima do sofá. Sinais da vida cotidiana dela, que inda estavam ali. Comecei a gritar e minha mãe foi tirando tudo que via pela frente, me levou até à minha cama, e ali, ainda chorando, os sedativos finalmente conseguiram me vencer e dormi. No meu sonho, o que é mais incrível, sonhei que minha filha estava sentada a meu lado na cama, em uma cadeira, e me fazia carinho. Foi impressionante e quando acordei ainda procurava por ela. Desesperada, vi uma edição do Evangelho segundo o Espiritismo, abri aleatoriamente e a mensagem era: "Mortes prematuras."
Transcrevo aqui um trecho:

"Ah! essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo.
Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus. Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu. (
Op. cit., cap. V, item 21.)

Não é fácil aceitar estas palavras, a separação do físico. Porém, tento, mesmo contrariada. Choro, choro muito. E digo à minha filha:"Compreenda a mãe, eu sou terrena demais ainda."

Dizem que não devemos chorar ou eles ficam tristes do outro lado. Não acredito mesmo que isso seja verdade. Eles devem ser orientados ou então  terem a noção do que nos acontece:"Poxa,  é minha mãe, deixa minha mãe desabafar a dor, chorar. Tudo tem seu tempo, um dia mãe, você vai entender, mas se é o que precisa, chora..." imagino-os assim de onde estão. A mãe está arrasada, dolorida, e ainda nem chorar pode?

Já dizia Santo Agostinho: "Lágrimas são o sangue da alma."  Jesus quando chegou à Bethânia, e recebeu a notícia da morte de Lázaro, teve como primeira reação chorar. Ele também chorou ao saber o que iria passar, e chegou a pedir:"Pai, livra de mim este cálice." Pois se o Pai chorou, e mostrou temer mesmo que por um momento, quem somos nós para bancarmos os fortões ou fortonas e não chorar? E para que servem as lágrimas? Por que foram criadas? Só para umidificar as vistas? Se fosse só para isto, por que elas cairiam, cairiam, vindas do mais profundo de você? A dor é para ser vivida, não escondida, porque ela vai explodir depois.  Alegria forçada é o pior que pode haver. Sabe, penso que a sociedade não aceita as lágrimas porque não gostam de ver a tristeza. Sociedade, uma notícia: a tristeza existe. A vida não é o "oba-oba" que mostram ser pela mídia, nem ninguém fica eternamente no plano físico. Cada vez que a palavra "morte" é dita, causa um confrontamento. As pessoas são obrigadas a pensar nela. Não só na dos seus, como na própria. E por que assusta esta palavra? Procuramos fingir que tudo estará sempre calmo. O acidente aconteceu com o primo do vizinho, a linda adolescente, com uma vida pela frente, cheia de planos, que foi sequestrada, estuprada e morta por psicopatas só está na TV. E muitos se comprazem até ao ler essas notícias, assistindo detalhes de como foi a execução de fulano ou beltrano, como a jovem e linda moça se foi, o que os assassinos fizeram e como; numa mórbida curiosidade também alimentada pela mídia. Não deixa de ser diferente quando os imperadores de Roma expunham os cristãos na arena para vendo-os serem mortos pelos leões, ou a luta dos gladiadores, sempre vida ou morte. A vibração da multidão, a dor do outro que se tornava uma forma negra de se divertir, "porque não era com eles", enquanto o louco Nero comia uvas. É isso que vemos quando ocorre um acidente, as pessoas se juntam à volta, sem a real preocupação com as vítimas. Porém, quando a Morte bate na porta de um destes espectadores, eles sentem na pele e na alma que dor dos outros não é curiosidade ou diversão.  Por isso, é melhor começar a pensar em solidariedade, mesmo que a tragédia (felizmente para você) nunca tenha acontecido. E espero de coração que não.

Minha menina teve uma broncopneumonia aguda, da noite para o dia fechou os olhos. Não dou mais detalhes, dói demais. Muitas pessoas me perguntam:"O que houve com sua filha? ", será que não tem noção do quanto dói o coração de uma mãe? Revivemos cada instante. Se alguém não suportar a curiosidade. pergunte a outro, não à própria vítima da dor, mas antes, pense: "Por que satisfazer minha curiosidade? O que isso acrescentará à minha vida? "

Hoje, antes de ir ao "Encontro de amigos solidários na dor do luto," minha mãe estava reorganizando algumas fotos. Eu não sabia, e entrei no quarto para avisar que estava saindo, quando duas fotos me chamaram a atenção.

Aproximei-me. Eram duas fotos da minha filha, vibrando feliz, um riso lindo, de maria chiquinha, com apenas dois anos de idade, no shopping, no colo do Papai Noel. Muitas crianças choravam ou tinham medo, ela não, os olhos dela brilhavam de alegria, uma alegria tão intensa que me fez começar a chorar. Os bracinhos faziam festa. Eu lembro desse dia como se fosse hoje. Minha mãe disse:"Não era para você ver agora, filha..."

Chorei. Saí chorando e arfando. "O que aconteceu com minha vida?   O que é minha vida agora?" 

Fui então ao encontro das pessoas enlutadas. No táxi, tentei manter uma respiração mais ritmada para ir me acalmando, mas as lágrimas escorriam sem parar.
   
Chorem. Chorem sem culpa. Lágrimas são dádivas de Deus. 
    

15 comentários:

♡Kaah♡ disse...

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” Apocalipse 21:4

Encontrei teu blog sem querer, zapeando por aí... fiquei comovida com a tua história, e achei que seria bom colocar esse versículo tão lindo da Bíblia. Essa é uma das promessas que D's tem para nós. Assim que Jesus voltar isso acontecerá! Falta pouco...

D's te abençoe, te conforte, te acalme todos os dias da tua vida..

Bjoks

Patricia disse...

Oi kaah...muito obrigada pelas suas palavras de conforto. Este versículo é mesmo lindo.
Fique com Deus também.
Patricia

Marcos disse...

Patrícia, fiquei muito comovido com seu depoimento de hoje, chorei, desabei quando cheguei em um certo momento do texto. Você tem uma facilidade incrível de expor seus sentimentos, suas idéias, vem do fundo do coração, com sinceridade ímpar. Chore mesmo, compartilho do mesmo pensamento que vc, a Carol sabe que você precisa chorar, você precisa e muito, e se isso for longe, não importa, tenho certeza que nosso entes queridos lá do céu entendem perfeitamente a dor vivida aqui na Terra. Vou continuar orando por você, pela Carol, é o que posso fazer, seguirei lendo seus depoimentos, me emocionam muito...

Fica com Deus Patrícia

Marcos

Patricia disse...

Olá Marcos
Agora vejo mais que nunca que escrever, expor o que sentimos e pensamos, aproxima as pessoas. Tem sido uma necessidade. Antes, escrevia num caderno, mas não tinha retorno, parece que ficava tudo suspenso no ar. Agora, com o blog, tenho visto que pessoas como você lêem e participam de meus desabafos, o que torna tudo mais compensador, porque compartilhar é o que nos faz humanos. Quando escrevo aqui, mesmo sozinha no meu quarto, a sensação que tenho é de não estar só. Agradeço pelas palavras e pela solidariedade de sentimento ao se emocionar comigo.
Eu sempre achei errado condenarem o choro, como querem que as pessoas prendam os sentimentos, se é a forma mais forte de expressá-los? Quando tenho vontade, deixo as lágrimas caírem até mesmo na rua, e pouco me importa que olhem...
E obrigada pelas orações, por ler meu blog, sempre que conseguir eu vou postar.
Fica com Deus também
Patricia

Adriane disse...

Olá Patricia... li suas mensagens e eu como vc sou mãe de uma pequena de 4 anos, posso imaginar sua dor que tbém me fez chorar só de imaginar.
Acredite e confie muito em Deus, ele há de te confortar, nessa hora só Ele mesmo pode te ajudar.
Estarei orando por vc e sua eterna pequena.
Fique com Deus!
Dri

Patricia disse...

Olá Dri
Que você e sua filhinha sejam muito felizes.
Obrigada pelo carinho e as preces. Só Deus mesmo, porque me sinto sem força, sem vida, parece que Ele me carrega.
Fiquem com Deus também
Pati

ELIZANGELA disse...

Oi Patricia, dia 21/10/10 faz um ano que meu filho Junior foi morar com Deus, já me disseram tantas vezes pra eu nao chorar, que ele sente e fica triste, lendo seu texto me senti menos sozinha, sabendo que alguém entende a dor que sinto, é impossivel nao chorar,como uma mãe pode nao chorar pelo filho??? Não sei como consegui sobreviver esse ano todo sem ele, penso nele a cada segundo e meu coração se aperta de saudade, mas tento ser forte, pra cuidar da filha que ficou comigo, a dor é imensa e nao diminui como disseram que ia acontecer... beijo, fica com Deus

Elizangela

Patricia disse...

Elizângela...
Não sei o medo que as outras pessoas tem das lágrimas. Claro que é impossível não chorar. E que filho irá ficar triste, sabendo que é um desabafo de saudade, do coração?
Nós precisamos disto ou vamos explodir. Estamos muito cercadas de velhos conceitos criados pelo homem e não por Deus. Que bom sentir em você essa libertação. Para mim dizem isso quando eu choro. Eu ignoro, ou digo:"Eu choro sim, porque preciso chorar, ou meu peito arrebenta de dor."
Você não está só, somos sobreviventes de uma tragédia, a maior que um ser humano possa enfrentar. Também não sei como estou aguentando viver, aliás, por vezes penso que se me matar não a encontrarei.
Eu não tenho mais filhos, dizem para eu ter outro porque sou nova, mas por acaso filho é substituível? Jamais. Cada um é cada um. Não tenho condições psíquicas de ser mãe agora e não seria justo para um ser humano nascer para ocupar o lugar de uma irmã. Se tiver outro filho, isso "se", vai ser quando me sentir pronta, e se não me sentir, tudo bem...já tive minha filha, sei o que é ser mãe, sei o que é amar alguém tanto que você não consegue explicar em palavras.

BlogDaLoyana disse...

Oi, Patricia!
Estava pesquisando fotos no blog, quando encontrei a foto da sua filha e vi seu blog. Me comovi e chorei de verdade ao saber dela e da sua dor expressa nessas palavras. Não sou mãe, tenho 17 anos ainda, mas pude sentir essa dor, um pedaço dela e lamento pela sua perda.
Olha, orarei por você e pela sua filha. Acredite que Deus sabe de todas as coisas, Ele sabe o que faz. E chore, pode chorar, não há nada melhor que chorar, depois do choro vem a alegria e pelo que vi, sua filha era bem alegre, então sorria muiiito ao olhar pro céu, ela estará lhe vendo e sorrindo junto contigo.
Muita paz na sua vida e siga em frente, ela quer que você siga.
Beijos.
Loiana

Paty Michele disse...

Patrícia, perdi meu irmão há 2 meses e tento confortar minha mãe e minha irmã, mas tbm sinto-me fraca. a dor da perda é terrível. Saber q nca mais teremos o abraço daquela pessoa é mto triste.
Solidarizo-me consigo.
abçs
http://patymichele.blogspot.com

lucynha lyns disse...

PATY SINTO UMA DOR NO PEITO...QUERIA TE ABRAÇAR...

ANA... disse...

Olá amiga..
Fazem 7 dias hoje, que meu netinho de apenas 2 anos se foi, um acidente terrivel, ás pessoas me falam a mesma coisa, não chore ele vai sofrer.Mas como parar ás lágrimas se elas saem sem pedir licença? Á dor é dilacerante, parece que estamos vivendo no automático, minha filha, assim como eu parece que perdemos a alma, é isso que sinto.
Que Deus te proteja sempre, você e sua filha. Porque o amor não morre nunca...Beijoss

Patricia disse...

Ana! Este é um velho hábito que infelizmente as pessoas tem, tentando consolar-nos. Não é com má intenção, mas desconhecimento. Para que Deus faria as lágrimas? Jesus chorou!Seu choro não irá entristecê-lo, ele é um Anjo protegido por Deus. Continuam me falando isso, mas deixo que falem, é um hábito repetido através dos tempos.
Eu e minha mãe sofremos muito, muito, imagine se não pudéssemos nem chorar? Chore sem culpa e sem medo algum. O que é preso, retido, é pior. Grite, se sentir vontade. Vocês estão vivendo o luto e têm o direito de tudo. Ele NÃO vai ficar triste. Ele está com Jesus. E Jesus os protege de ver nosso sofrimento. Meu coração tem certeza disso. Maria, Mãe das Mães, chorou.
Sim, é este sentimento, parece que arrancaram tudo que temos por dentro. Vocês não estão sozinhas. Sei que é difícil, mas eu e minha mãe procuramos forças para sobreviver a cada dia para poder reencontrá-la, por mais difícil que seja nosso luto. Vá à janela, olhe o céu, fale com ele. Fale com Deus de suas dores, seja sincera, diga que não entende, que precisa de ajuda. É o que eu faço. Se ele sabe o que se passa no meu coração, como vou esconder nas minahs preces? Peçam fé, porque sei que nessas horas ela fica mais frágil, nos sentimos péssimas, escolhidas para viver a pior dor do mundo. Ele com certeza tem um propósito que não sabemos, eu creio que fomos escolhidas para gerar anjos, e se não pudemos ir ainda ao céu com eles é porque eles já estão no paraíso e não o merecemos ainda, precisamos mais anos neste mundo.
Chorem!Quantas vezes for necessário! Ignorem quem diz para não chorar...eles não vão entender.
Seu netinho não ficará triste. Eles tem muito mais compreensão que podemos imaginar. Horrível seria engolir o choro, o luto, e isso mais tarde se tornar, que Deus livre, um tumor. E é isso que ele não iria querer.
Deus as abençoe, eu e minha mãe vivemos o mesmo que vocês.
Bjos

Patricia disse...

Loiana
Desculpe-me pelo atraso na resposta. Os corações jovens, na sua maioria, são puros e sem vícios, por isso conseguem entender melhor a dor humana. Muitos jovens na sua idade já vieram me abraçar e confortar (amigos de Carol), me disseram palavras vindas do coração como você me disse agora, não aqueles clichês:" Era a hora...", "Está melhor que nós...", o que nós mães precisamos é somente de compreensão e afeto. Muito obrigada mesmo, bjos no seu bondoso coração!

Patricia disse...

Lucynha...
Sei o que é essa dor apERTADA...é como doer o coração.